sábado, 11 de outubro de 2014

Séries da minha vida: Dexter


Dexter (2006-2013)


Quando esta série surgiu, a sinopse era bastante simples: um assassino que mata outros assassinos quando a justiça não funciona e deixa-os sair impunes. 

Para quem se pergunta: “como é que alguém pode gostar de um serial killer???” a resposta está na ponta da língua: então há como não gostar de um homem que lida bem com crianças, é bom marido (vá, se não levarmos em conta as vezes em que ele desaparecia sem dar sinal de vida), bom irmão e ainda salva o mundo dos maus?

Dexter Morgan, um analista forense, com todos os meios ao seu dispor, acaba fazendo justiça com as próprias mãos. E como ele consegue sair leve, livre e solto? Fácil! Ele apaga todas as provas antes que a polícia chegue ao local do crime (quando chega). Normalmente o seu método de actuação é injectar um tranquilizante na “vítima”, levá-la para um local coberto de plástico do chão ao tecto (nada de deixar impressões digitais!) e cortá-la aos bocadinhos. Finalmente, o corpo será jogado em alto mar.

Durante as 8 temporadas desta série pudemos ver o evoluir de um psicopata. No começo, Dexter fingia a suas emoções de modo a esconder o trauma vivido quando era criança. Ele casa, tem um filho e a sua relação com a irmã não podia ser melhor. Mas conforme as temporadas mudam, esta personagem também sofre grandes alterações. Dexter passa a “sentir”. Sentir medo de perder quem ama (sim, ele acaba por gostar das pessoas de verdade), sentir medo de ser apanhado pelo que faz, e principalmente o medo de desiludir os que lhe são queridos.

Muitos diziam que a série perdeu o folego e a originalidade a partir da 4ª temporada mas não concordo. É certo que a 6ª e 7ª temporadas poderiam ser melhores, mas o que me deixou realmente incomodada foi o final. Esperava-se algo mais impactante de um serial killer que aprendemos a gostar e não aquele finalzinho murcho.


De qualquer forma, Dexter será sempre uma das minhas séries preferidas de todos os tempos. Parabéns Michael C. Hall!

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