sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Me before you




Título em Português: Viver depois de ti
Realizador: Thea Sharrock
Argumento: Jojo Moyes
Atores: Emilia Clarke
Duração: 1h 50 minutos.
Ano: 2016
Género: Drama/romance
Classificação: M/12



Sinopse: Will está numa cadeira de rodas depois de um acidente. Lou que perdeu recentemente o emprego no café onde trabalhava, não tem grandes ofertas de trabalho. Apesar de nunca ter lidado com uma pessoa naquele estado, o dinheiro faz falta e Lou arrisca trabalhar num novo local. Afinal, não deve ser assim tão difícil limpar e arrumar as coisas de uma pessoa que mal pode se mexer, certo?

Will está revoltado por estar tetraplégico. Até há bem pouco tempo ele tinha uma carreira de sonho, uma linda namorada e gostava de desportos radicais. Tudo isso mudou quando um dia foi atropelado por uma mota. Agora precisa de um assistente para ajudá-lo nas tarefas mais básicas. 

Louisa (Lou para os amigos) é uma rapariga normal. Não fosse a sua roupa extravagante, passava completamente despercebida. A sua vida era boa e rotineira. Sabia até de cor quantos passos dava entre casa e a paragem de autocarros. Quando foi demitida do café onde trabalhava, ficou perdida. O seu mundo banal tinha desabado e ainda por cima era o único sustento de casa.

Will, apesar de estar numa cadeira de rodas, ensina Lou a pensar fora da caixa porque o mundo é muito mais do que alguns passos de casa ao trabalho. Lou ensina Will a aproveitar a vida apesar de estar numa condição complicada. Os dois complementam-se mas Will quer mais. Recusa-se a aceitar aquele tipo de vida e não aceita que a jovem perca o seu tempo quando tem todo o mundo para descobrir. 

Gostei: É um filme fofo e querido.

Não gostei: do final.

Pontuação: 8/10


7 comentários:

  1. Recentemente vi 'A Rapariga no Comboio' com uma interpretação fantástica de Emily Blunt, e o filme 'Hacksaw Ridge' que conta a história de um soldado objector de consciência...
    Bons filmes.
    Este que falas ainda não vi.
    Tudo de bom.

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    1. Ah esse também quero ver. Gosto da Emily... é uma pikena competente nos poucos filmes que tenho visto dela.
      O Hacksaw Ridge (nomezinho complicado!) nunca ouvi falar!

      Este filme é baseado no livro da Jojo Moyes que por acaso também escreveu o argumento do filme. Como já li o livro e vi o filme, posso dizer que são praticamente iguais.

      Bom fim de semana.
      Tudo de bom :)

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  2. mas o final foi aquele que mais acompanha este tipo de história!! Eu só não gostei muito por isso. Pela predactibilidade, pela "lição de moral" sempre a mesma... a mocinha aprende a viver e passa a aproveitar a vida só porque o amado morreu. Foi assim que terminou o Titanic eheheh.

    Que ele morra por opção e que não decidamficar juntos não meescandaliza. Só não gostei da opção dele em cometer eutanásia porque nos dias de hoje com a tecnologia e o estilo de vida ja não encaixa bem na sociedade. Se fosse antigamente, quando os recursos eram mais limitados, existia menos esperança na medicina molecular, nas células etc... Menos tecnologia... Menos alternativas... O filme peca por quere mostrar uma história dos anos 60 nos dias de hoje. Podre de rico como o tipo era, tinha mais era de correr atrás de implantes cerebrais, de próteses mecãnicas e de toda a parnafenalha de que se ouve falar. Até o Christopher Reeve que se acidentou e ficou paralizado lutou tanto por isso...

    Como disse, é uma história com um desfecho previsível, mas não realista aos dias de hoje. Fica bem na altura em que não existiam sequer telemóveis e a TV dava os primeiros passos...

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    1. ahaha realmente ainda não tinha pensado nisso mas tal como a rose no titanic, esta só viu a liberdade depois de livrar-se do gajo lol.

      Concordo contigo. Eutanásia nos dias de hoje não faz lá muito sentido (depende dos casos). Até para parkinson já existem tratamentos avançados que atenuam os efeitos da doença. O Michael J. Fox tem sido um grande combatente nessa luta e cada vez mais tem havido pesquisas e testes para procurar uma "cura".
      No caso do Will, que sofreu um acidente e não mexia mais do pescoço para baixo, tinha infecções recorrentes, dificuldades respiratorias, etc, a autora do livro procurou arranjar essa explicação para justificar a eutanásia. Ok, o rapaz sofria mas não estava em sofrimento constante e graças ao dinheiro que tinha, podia ir de férias para onde quisesse, ter os tratamentos mais modernos e gozar a vida da forma que podia. Mesmo assim isso não era suficiente para ele porque lembrava-se de quando era saudavel e activo e agora estar aprisionado numa cadeira de rodas era terrivel. Basicamente foi um menino mimiado que fez birra porque não podia ter as coisas como antes. E se não me deixam brincar, não brinco mais. Pronto!

      O Christopher Reeve teve aquele acidente terrivel quando estava no auge da carreira. Era lindo, bem-sucedido mas teve aquela infelicidade. Lutou enquanto pode e claro que não gostava de estar naquela situação mas disse numa entrevista que só não morria porque tinha mulher e filhos e pensava neles. Grande homem! (ao contrário deste Will que tinha pais e irmã e não queria saber do sofrimento deles para nada).

      Parece que houve uma revolta das pessoas anti-eutanásia em relação a este filme porque acham que ele apelava ao suicídio. Lá está, as pessoas levam os filmes demasiado a sério. Não estou a ver um suicídio em massa só por causa de um filme mas há malucos para tudo.

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    2. Ahaha. Claro que não! Ninguém vai suicidar-se por ver este filme. e daí... há malucos para tudo. Se uns cometem suicídio por verem filmes de catástrofes e outros viram assassinos por verem filmes de terror onde se matam pessoas... why not? Pena que não existe um que mate todos os assassinos numa grande explosão ou todos se atirem de uma ponte abaixo Kkkk. Seriam 2 coelhos numa cajadada só.

      Agora o papel do cinema e de qualquer meio que se diga livre é abordar os temas. Não vejo mal algum em mostrar eutanásia. ela existe. Não é um incentivo nem ordena as pessoas irem a correr se matar. Acho até que as pessoas ao sentirem a morte próxima querem muito é viver!

      A eutanásia não é coisa para todos. É preciso estar cansado - muito cansado. De viver. É preciso desejar o descanso. Muito, intensamente, só pensar nisso... e aguardar, aguardar, aguardar e passam-se anos e este não vem.... E depois surgir a doença, má como «as cobras», punidora, egoísta, dolorosa... É preciso um conjunto de emoções especiais que despertam reacções diferentes em diferentes pessoas.

      Bom, hoje não estou a conseguir expressar-me lá muito bem mas queria ainda dizer que considero o que aconteceu à família Reeve uma calamidade! Não pelo seu acidente - isso só por si já foi o que foi. Mas ele morrer e logo a seguir morrer a esposa dele com cancro??? Mas que destino é este? Deixando os filhos pequenos... Que crueldade do destino! Tiraram-lhes o pai e a seguir a mãe. Perdidos para doenças. Penso algumas vezes nessas crianças. Que será delas hoje?

      Quem era muito amigo do Reeve foi o Robin Williams. Para mim, o robin cometeu eutanásia. Nós chamamos-lhe suicídio. Mas no caso dele, que era depressivo, acho contudo que ele ponderou e decidiu. O que ele tinha pela frente era o horror e o sofrimento. Ia ficar dependente de outros e completamente incapaz de ter memória, porque tinha uma doença degenerativa cavalgante no cérebro - descoberta pós-mortem. Pensavam que era parkison... mas era ainda pior. Ele ia ser um vegetal. Tomou as rédeas do seu destino, apressou o inevitável. Talvez a depressão tenha ajudado - afinal, o método (que ele havia conhecido num filme) é violento. Mas cada qual sabe de si...

      RIP a todos!

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