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terça-feira, 15 de setembro de 2026

Minions & Monsters (2026)

poster do filme minions & monsters 2026


6.5/ 10
Minions & Monsters 2026 (2026)
Vale a pena ver? Sim, se gostares deste tipo de comédia
Titulo em Português: Mínimos e Monstros
Realizador: Pierre Coffin
Atores: Duração: 1h 30m
Ano: 2026
Género: comédia/animação
Classificação: M/6

James e Henry são dois Minions que acabam por ir parar a Hollywood e tornam-se estrelas do cinema mudo. O que não deixa de ser uma ótima ideia porque afinal, eles passam metade da existência a falar uma língua que ninguém percebe.

Não precisam de diálogos. Precisam de expressões exageradas, quedas, perseguições, pancadaria e uma enorme quantidade de caos. Ou seja: descobriram o seu talento.

O filme aproveita esta premissa para brincar com vários momentos e figuras da história do cinema, incluindo referências ao slapstick de Buster Keaton, Harold Lloyd e Modern Times. 

E é precisamente aqui que Minions e Monstros consegue fazer algo que eu não esperava: ser mais engraçado para um adulto cinéfilo do que para uma criança. 

Claro que há um problema. Eles continuam a ser os Minions.

Portanto, se nunca achaste particularmente divertido ver dezenas de criaturas amarelas a tropeçarem umas nas outras durante hora e meia, este filme dificilmente vai converter-te.

A fórmula continua lá: slapstick, gritaria, bananas, perseguições e personagens que parecem ter tomado cinco cafés antes de entrarem em cena.

Mas há uma diferença importante: desta vez existe uma ideia por trás da confusão.

James não quer simplesmente encontrar um vilão para servir. Quer contar histórias. E é aí que o filme ganha um pequeno coração.

Por baixo das piadas existe uma história sobre criatividade, amizade e sobre não ter necessariamente de seguir o grupo só porque toda a gente está a fazer a mesma coisa.

E depois chegam os monstros... E aqui o filme começa a perder alguma da sua magia.

A primeira metade, passada em Hollywood, é claramente a mais divertida. Quando entram Goomi, Dort e toda a componente de monstros, magia e ameaça mundial, a história aproxima-se daquele território mais convencional do cinema de animação: temos de salvar o mundo porque aparentemente destruir o mundo é obrigatório no terceiro ato.

É divertido? É. É tão original como a parte de Hollywood? Nem por isso.

É quase como se o filme tivesse duas personalidades. Uma quer falar de cinema. A outra quer simplesmente destruir uma cidade. E, sinceramente, eu teria ficado mais tempo com a primeira.

Gostei: a homenagem ao cinema mudo.

Não gostei: a aventura dos monstros, que não está à altura da excelente ideia inicial.

Pontuação: 6.5/10