Realizador: Pierre Coffin
Atores: Duração: 1h 30m
Ano: 2026
Género: comédia/animação
Classificação: M/6
James e Henry são dois Minions que acabam por ir parar a Hollywood e tornam-se estrelas do cinema mudo. O que não deixa de ser uma ótima ideia porque afinal, eles passam metade da existência a falar uma língua que ninguém percebe.
Não precisam de diálogos. Precisam de expressões exageradas, quedas, perseguições, pancadaria e uma enorme quantidade de caos. Ou seja: descobriram o seu talento.
O filme aproveita esta premissa para brincar com vários
momentos e figuras da história do cinema, incluindo referências ao slapstick de
Buster Keaton, Harold Lloyd e Modern Times.
E é precisamente aqui que Minions e Monstros consegue fazer algo que eu não esperava: ser mais engraçado para um adulto cinéfilo do que para uma criança.
Claro que há um problema. Eles continuam a ser os Minions.
Portanto, se nunca achaste particularmente divertido ver dezenas
de criaturas amarelas a tropeçarem umas nas outras durante hora e meia, este
filme dificilmente vai converter-te.
A fórmula continua lá: slapstick, gritaria, bananas,
perseguições e personagens que parecem ter tomado cinco cafés antes de entrarem
em cena.
Mas há uma diferença importante: desta vez existe uma ideia
por trás da confusão.
James não quer simplesmente encontrar um vilão para servir. Quer contar histórias. E é aí que o filme ganha um pequeno coração.
Por baixo das piadas existe uma história sobre criatividade, amizade e sobre não ter necessariamente de seguir o grupo só porque toda a gente está a fazer a mesma coisa.
E depois chegam os monstros... E aqui o filme começa a perder alguma da sua magia.
A primeira metade, passada em Hollywood, é claramente a mais
divertida. Quando entram Goomi, Dort e toda a componente de monstros, magia e
ameaça mundial, a história aproxima-se daquele território mais convencional do
cinema de animação: temos de salvar o mundo porque aparentemente destruir o
mundo é obrigatório no terceiro ato.
É divertido? É. É tão original como a parte de Hollywood? Nem por isso.
É quase como se o filme tivesse duas personalidades. Uma quer falar de cinema. A outra quer simplesmente destruir uma cidade. E, sinceramente, eu teria ficado mais tempo com a primeira.
Gostei: a homenagem ao cinema mudo.
Não gostei: a aventura dos monstros, que não está à altura da excelente ideia inicial.
Pontuação: 6.5/10
