terça-feira, 21 de julho de 2026

Ballerina (2025)

Ballerina poster com Ana de Armas




6.5/ 10
Ballerina (2025)
Vale a pena ver? Sim, se esqueceres completamente o que leste no livro. 
Titulo em Português: Ballerina.
Realizador: Len Wiseman
Atores: Duração: 2h 04m
Ano: 2025
Género: Ação
Classificação: M/16

A jovem Eve passa a ser treinada pelos Ruska Roma e a vingança pela morte do pai está sempre na sua mente. O filme não desilude: as cenas são bonitas e elegantes como se estivéssemos a ver um ballet. Tem lança-chamas, patins com lâmina e ações que mostram como a atriz foi bem treinada para o papel. 

Nem tudo são coisas boas: é inegável que a história foca-se na vingança e não tanto em explorar o sofrimento da menina que sofreu num ambiente completamente desconexo com o familiar. O que não deixa de ser uma pena porque Ana de Armas tem talento mais que suficiente para ter dado mais intensidade á personagem! Ballerina acerta quando “tenta ser John Wick” — muita ação, inventiva e brutal. Falha quando tenta ser mais do que isso. Se vais pelo espetáculo, lança-chamas e Ana de Armas a partir tudo, funciona. 

Gostei: É um spin-off competente que amplia o universo com personalidade própria. Tem capacidade para ter sequelas e mais sequelas até dizer chega. 

Não gostei: A história é previsível e oferece poucas surpresas. 

Pontuação: 6.5/10

terça-feira, 14 de julho de 2026

Maria (2024)

angelina jolie como maria callas


5.0/ 10
Maria (2024)
Vale a pena ver? Sim, se és fã da Angelina Jolie.
Titulo em Português: Maria.
Realizador: Pablo Larraín
Atores: Duração: 2h 04m
Ano: 2024
Género: Drama
Classificação: M/12

O filme retrata os últimos 7 dias de vida de Maria Callas em Paris, no ano de 1977, enquanto ela revive memórias, traumas e amores. 

Realizado por Pablo Larraín, Maria fecha a "trilogia das mulheres icônicas" que o realizador quis homenagear depois de Jackie e Spencer.

Gostei: Angelina Jolie entrega-se totalmente à personagem, mostrando vulnerabilidade e concentração em cena. A voz da atriz foi misturada com gravações originais de Maria Callas para garantir a maior autenticidade possível.

O figurino, design de produção, maquiagem e banda sonora também são bons.

Não gostei: Concordo com a crítica quando diz que a personagem era desprovida de profundidade emocional. Não houve um momento em que sentisse conexão ou empatia com a personagem e tal como a verdadeira Callas (segundo dizem), tudo o que temos é uma mulher “distante e inalcançável”.

Não esperem nenhum ritmo acelerado em momento algum. O filme é lento e com pouca emoção.

Em vez de mostrar Callas no auge, debatendo-se nos palcos e vivendo o caso com Onassis (que mal é mencionado no filme), o filme fica preso nos últimos 7 dias: ela sozinha no apartamento e conversando com personagens imaginárias.

Pontuação: 5/10

terça-feira, 7 de julho de 2026

Lady Macbeth (2016)

lady macbeth com florence pugh e Cosmo Jarvis


7.0/ 10
Lady Macbeth (2016)
Vale a pena ver? Sim, se achares que o baixo orçamento não é impedimento para veres uma boa performance. 
Titulo em Português: Lady Macbeth 
Realizador: William Oldroyd
Atores: Duração: 1h 29m
Ano: 2016
Género: Drama/Romance
Classificação: M/14

Sinopse: A história acompanha Katherine, uma jovem que é vendida num casamento sem amor para um homem muito mais velho. Presa a uma rotina sufocante e a uma família que a trata como um objeto de decoração, ela vive sob regras rígidas e desprezo constantes.


Ao contrário da obra de Shakespeare, este filme é baseado na novela russa Lady Macbeth do Distrito de Mtsensk, de Nikolai Leskov. A trama troca a Escócia medieval pela Inglaterra rural de 1865.

Quando o marido e o sogro precisam se ausentar por um tempo, Katherine finalmente sente o gosto da liberdade. É nesse período que ela inicia um caso tórrido e obsessivo com Sebastian, um trabalhador da fazenda.

O que começa como uma rebelião contra a opressão, logo transforma-se num caso sombrio: Para proteger o seu novo estilo de vida e o amante, Katherine torna-se capaz de atos de extrema violência.

Katherine começa como vítima de um sistema patriarcal, mas depois tudo muda. O filme não julga - mostra a erosão moral acontecendo. Por isso o filme começa logo com a cena do casamento. Não vemos como o contrato foi feito, se ela aceitou de bom grado ou não, ou se esse matrimonio era uma fuga de uma vida infeliz. É o velho “what you see is what you get” ou em português leigo: come e cala-te. E isso é feito de propósito. Ao contrário do que acontece quando vemos um caso de assassinato na tv e a imprensa não perde tempo em procurar uma motivação para aquele crime, no filme, os atos de Katherine acontecem por necessidade face às circunstâncias. Não que isso sirva de justificação mas serve de explicação.

Gostei: Florence Pugh tem uma performance magnética, transitando da vulnerabilidade à vilania pura. É o filme que lançou Pugh e já mostrava o controlo que ela tem: mínima na superfície, mas carregada de intenção.

Não gostei: A falta de um orçamento generoso é notória e vemos repetidamente o mesmo vestido azul. Ficamos a pensar: casou com um homem rico mas anda sempre com a mesma roupa?

Pontuação: 7/10