terça-feira, 27 de outubro de 2026

Criminal (2016)

poster do filme criminal com kevin costner


6.0/ 10
Criminal (2016)
Vale a pena ver? Sim. Nem que seja para ver Kevin Costner num papel diferente do que é costume! 
Titulo em Português: Criminoso.
Realizador: Ariel Vromen
Atores: Kevin Costner, Ryan Reynolds, Gal Gadot, Gary Oldman, Tommy Lee Jones
Duração: 1h 53m
Ano: 2016
Género: Ação/Ficção Cientifica
Classificação: M/16

O agente da CIA Bill Pope (Ryan Reynolds) é morto no meio de uma missão em Londres enquanto tentava proteger um hacker conhecido como "O Holandês" (The Dutchman). O hacker desenvolveu um programa capaz de invadir o arsenal de mísseis nucleares dos EUA. Como Pope era o único que sabia a localização do esconderijo do hacker e do dinheiro necessário para salvar a operação, a CIA precisa de uma solução desesperada.
 
Para recuperar essa informação, o chefe da CIA, Quaker Wells (Gary Oldman), recorre ao Dr. Franks (Tommy Lee Jones), um neurocientista que desenvolveu uma técnica experimental de transferência de memórias e habilidades cerebrais.

Uma das ideias mais interessantes de Criminal é que a identidade humana não depende apenas das memórias, mas também das emoções, das relações e das escolhas que fazemos.

Jerico começa como um homem violento, incapaz de demonstrar empatia, mas a influência das memórias de Bill Pope permite-lhe desenvolver sentimentos e estabelecer ligações com outras pessoas. O filme sugere, assim, que mesmo alguém com um passado difícil pode revelar uma dimensão humana inesperada.
O filme conta com nomes de alto nível no cinema, como Gary Oldman, Tommy Lee Jones, Gal Gadot e Ryan Reynolds, o que garante certo apelo técnico às cenas.

Gostei: Não vou negar. Costner nunca foi um ator que eu gostasse mas neste filme, ele entrega uma performance dedicada, interpretando com sucesso a transição de um sociopata embrutecido, para alguém que subitamente começa a sentir empatia, sentimentos familiares e remorso pela primeira vez.

Não gostei: Temos um filme de ação que entretém, com um conceito promissor e um protagonista interessante, mas que não aproveita plenamente o seu potencial dramático e filosófico. A história torna-se previsível em alguns momentos e a ação acaba por dominar as questões mais profundas que o argumento poderia explorar.

Pontuação: 6/10

terça-feira, 20 de outubro de 2026

Mojave (2015)

poster do filme mojave com Oscar Isaac, Garrett Hedlund


6.0/ 10
Mojave (2015)
Vale a pena ver? Sim, se não criares grandes espectativas. 
Titulo em Português: Mojave.
Realizador: William Monahan
Atores: Oscar Isaac, Garrett Hedlund, Walton Goggins, Mark Wahlberg
Duração: 1h 33m
Ano: 2015
Género: Drama/Mistério
Classificação: R

 

Thomas é um realizador de cinema de Hollywood muito bem-sucedido, mas deprimido e em crise existencial. Para fugir da sua vida e quem sabe, encontrar inspiração, ele decide pegar no carro e viajar sozinho para o deserto de Mojave.

Do nada, surge Jack, um homem misterioso, inteligente e muito perigoso. Os dois começam uma conversa estranha em volta da fogueira, que rapidamente passa a pancadaria. Thomas consegue escapar mas no meio da confusão, acaba por matar acidentalmente um polícia local, que ele pensava ser Jack.

Thomas regressa a Los Angeles e tenta fingir que nada aconteceu, retomando a sua vida de luxo e vícios. No entanto, Jack descobre a sua identidade, segue-o até à cidade e começa a perseguir e a chantagear Thomas, ameaçando revelar tudo o que aconteceu no deserto, num jogo psicológico de gato e rato.

Gostei: Do desempenho de Oscar Isaac que consegue trazer carisma e uma energia magnética ao vilão Jack.

A cinematografia e o forte contraste visual entre o deserto e Los Angeles.

Não gostei: Apesar de ser um thriller psicológico, o filme falhou em criar verdadeiro suspense ou empatia pelas personagens. Quando vemos o que Jack é capaz de fazer, é impossível nutrir simpatia por ele mas o "bonzinho" da história, não é tão bom quanto isso e não consegue fazer como que se torça pela sua vitória.

Pontuação: 6/10

terça-feira, 6 de outubro de 2026

Séries da minha vida: Lucifer

 

poster da serie lucifer

A série "Lucifer" (2016–2021) foi uma das produções mais peculiares da ficção televisiva recente: começou como um drama policial na FOX mas foi salva pelos fãs e transformou-se num fenómeno de audiência global na Netflix.

Confesso que não conhecia o Tom Ellis mas rapidamente fiquei presa à personagem. O seu Lucifer Morningstar é simultaneamente egocêntrico, divertido e vulnerável. A sua relação com Deus é muito conflituosa e não deixa de ser aquele “safado” que tem muito charme e ainda por cima, sabe cantar.

A história é simples: farto de comandar o inferno e torturar as pessoas por toda a eternidade, Lucifer decide tirar umas férias. Vem para a Terra, mais precisamente para Los Angeles, onde abre uma discoteca. Com ele vem o irmão Amenadiel e a sua fiel escudeira Mazikeen. Quando conhece a detetive Chloe, apaixona-se por ela mas os velhos hábitos de bad boy, tornam a relação difícil.

Durante as primeiras temporadas, a série apoia-se fortemente no formato "caso da semana". Havia sempre um caso para resolver e Lucifer ajudava a detetive Chloe a solucioná-los.

A mudança para a Netflix na 4ª temporada trouxe um ritmo mais dinâmico, episódios visualmente mais cuidados e a liberdade de explorar temas ligeiramente mais maduros sem as restrições da televisão aberta. A 4ª e a 5ª temporada representam o auge narrativo da série, introduzindo personagens marcantes como Eva (Inbar Lavi) e Deus (interpretado brilhantemente por Dennis Haysbert).

O final de "Lucifer" e a sua 6ª temporada encerram a jornada do Diabo em Los Angeles com uma viragem profundamente temática, focando-se na aceitação do destino. O maior crescimento de Lucifer não está em tornar-se uma divindade omnipotente, mas em compreender a sua verdadeira vocação. Ele percebe que o Inferno não precisa de um carcereiro para punir os pecadores, mas sim de um terapeuta para os ajudar a superar as suas culpas e ascender ao Céu.

Pontuação: 10/10

terça-feira, 15 de setembro de 2026

Minions & Monsters (2026)

poster do filme minions & monsters 2026


6.5/ 10
Minions & Monsters 2026 (2026)
Vale a pena ver? Sim, se gostares deste tipo de comédia
Titulo em Português: Mínimos e Monstros
Realizador: Pierre Coffin
Atores: Duração: 1h 30m
Ano: 2026
Género: comédia/animação
Classificação: M/6

James e Henry são dois Minions que acabam por ir parar a Hollywood e tornam-se estrelas do cinema mudo. O que não deixa de ser uma ótima ideia porque afinal, eles passam metade da existência a falar uma língua que ninguém percebe.

Não precisam de diálogos. Precisam de expressões exageradas, quedas, perseguições, pancadaria e uma enorme quantidade de caos. Ou seja: descobriram o seu talento.

O filme aproveita esta premissa para brincar com vários momentos e figuras da história do cinema, incluindo referências ao slapstick de Buster Keaton, Harold Lloyd e Modern Times. 

E é precisamente aqui que Minions e Monstros consegue fazer algo que eu não esperava: ser mais engraçado para um adulto cinéfilo do que para uma criança. 

Claro que há um problema. Eles continuam a ser os Minions.

Portanto, se nunca achaste particularmente divertido ver dezenas de criaturas amarelas a tropeçarem umas nas outras durante hora e meia, este filme dificilmente vai converter-te.

A fórmula continua lá: slapstick, gritaria, bananas, perseguições e personagens que parecem ter tomado cinco cafés antes de entrarem em cena.

Mas há uma diferença importante: desta vez existe uma ideia por trás da confusão.

James não quer simplesmente encontrar um vilão para servir. Quer contar histórias. E é aí que o filme ganha um pequeno coração.

Por baixo das piadas existe uma história sobre criatividade, amizade e sobre não ter necessariamente de seguir o grupo só porque toda a gente está a fazer a mesma coisa.

E depois chegam os monstros... E aqui o filme começa a perder alguma da sua magia.

A primeira metade, passada em Hollywood, é claramente a mais divertida. Quando entram Goomi, Dort e toda a componente de monstros, magia e ameaça mundial, a história aproxima-se daquele território mais convencional do cinema de animação: temos de salvar o mundo porque aparentemente destruir o mundo é obrigatório no terceiro ato.

É divertido? É. É tão original como a parte de Hollywood? Nem por isso.

É quase como se o filme tivesse duas personalidades. Uma quer falar de cinema. A outra quer simplesmente destruir uma cidade. E, sinceramente, eu teria ficado mais tempo com a primeira.

Gostei: a homenagem ao cinema mudo.

Não gostei: a aventura dos monstros, que não está à altura da excelente ideia inicial.

Pontuação: 6.5/10

terça-feira, 1 de setembro de 2026

Michael (2026)

poster do filme michael 2026

7.0/ 10
Michael (2026)
Vale a pena ver? Sim, Jaafar Jackson brilha no papel!
Titulo em Português: Michael
Realizador: Antoine Fuqua
Atores: Jaafar Jackson, Nia Long, Colman Domingo
Duração: 2h 07m
Ano: 2026
Género: Drama
Classificação: M/12

 

A história começa em 1966, quando Michael ainda é uma criança. O pai, Joe Jackson, resolve formar os Jackson 5. Michael, o mais novo, destaca-se como o mais talentoso e carismático do grupo.

O filme mostra como os ensaios eram extremamente exigentes, incluindo a disciplina física imposta pelo pai, os primeiros concertos, a contratação pela Motown e o enorme sucesso que transforma a família.

Michael começa a procurar independência artística e pessoal mas o pai não vai deixar que isso aconteça assim tão facilmente porque sabe que sem o filho mais novo, o sucesso do grupo diminui drasticamente.

Um dos momentos mais importantes que vemos, é a luta para conseguir que a MTV transmitisse os vídeos do Michael, numa época em que os artistas negros tinham muito menos espaço na programação da estação.

Depois, temos um dos acontecimentos mais dramáticos quando um efeito pirotécnico incendeia acidentalmente o cabelo de Michael. Ele sofre queimaduras de terceiro grau, acabando por processar a Pepsi mas depois, o dinheiro recebido é dado ao centro de tratamento de queimados onde foi internado.

O filme termina em 1988, durante a Bad Tour, com Michael já transformado numa superestrela mundial, apresentando-se no Estádio de Wembley.

O filme Michael (2026) é a cinebiografia de Michael Jackson, realizada por Antoine Fuqua e protagonizada por Jaafar Jackson, sobrinho de Michael.

Gostei: do desempenho de Jaafar Jackson!

Não gostei: Se estás à espera de uma biografia que conte toda a vida de Michael Jackson, há uma surpresa: este primeiro filme não chega aos anos 90 nem às acusações de abuso infantil. A história termina essencialmente na fase em que Michael está no auge inicial da carreira, culminando na Bad Tour.

Pontuação: 7/10