Realizador: Ryan Coogler
Atores: Duração: 2h 17m
Ano: 2025
Género: Drama/Terror
Classificação: M/16
Sinopse: A história passa-se em Mississippi no ano de 1932,
em plena era da Grande Depressão e da segregação racial. Os irmãos gémeos
Elijah e Elias Stack (ambos interpretados por Michael B. Jordan) regressam à
sua terra natal onde abrem uma juke joint — um bar que serve de espaço de dança
e convívio para a comunidade afro-americana local.
O filme começa como um drama sobre o racismo e a lealdade
familiar e até aí tudo bem, mas depois transforma-se num terror gótico e de
ação sobrenatural. Aos poucos, a pequena cidade enche-se de vampiros liderados
por Remmick (Jack O'Connell). E tal como acontece com os vampiros, estes só
saem à noite e morrem com uma estaca no coração.
Michael B. Jordan carrega o filme às costas com uma
intensidade admirável. Ao interpretar gémeos com personalidades tão diferentes
fez-me por vezes esquecer que eram o mesmo ator (ou então é porque eu sou muito
distraída mesmo!).
Não posso deixar de destacar que o filme tem uma fotografia incrível.
E claro que a banda sonora foi espetacular com a mistura do gospel tradicional,
os blues e sons industriais mais brutos.
Não é por acaso que o filme foi um dos grandes vencedores da
cerimónia dos Óscares de 2026 ao conquistar 4 estatuetas douradas: Melhor Ator
(Michael B. Jordan), Melhor Argumento Original, Melhor Fotografia e Melhor
Banda Sonora Original.
Gostei: do ator principal, da música e do Sammy (Miles Caton).
Não gostei: da virada para o vampirismo. O realizador
pretendeu colocar os vampiros enquanto metáfora para todo o sofrimento que os
brancos causavam na comunidade afro-americana.
Devo confessar que achei um exagero tanto foco criado neste
filme. É bom? Sim, mas não acho uma obra de arte e nem que fique para a história,
como um dos filmes mais inesquecíveis de sempre.
Pontuação: 7/10
.jpg)
.webp)


