Realizador: Jalmari Helander
Ano: 2022
Género: Ação/Guerra
Classificação: M/16
Sinopse: Desta vez, a malvada Miranda Priestly (Meryl Streep) enfrenta o declínio financeiro da Runway. Os papeis inverteram-se e a sua antiga assistente, Emily Charlton (Emily Blunt), é agora uma poderosa executiva. Miranda vê-se obrigada a negociar com quem antes desprezava, enquanto Andy Sachs (Anne Hathaway) é chamada de volta para salvar a revista.
Vinte anos depois de Andy Sachs ter aprendido a distinguir
entre o azul-cerúleo e o azul-turquesa, o mundo mudou drasticamente. Na era do
TikTok, dos algoritmos e do apocalipse da imprensa escrita, o que acontece
quando o topo do mundo da moda já não é controlado por editoras implacáveis,
mas sim por bilionários da tecnologia e influenciadores?
Gostei: O grande trunfo do filme é, sem dúvida, o regresso
do elenco original. A química entre Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt e
Stanley Tucci (o eterno e adorável Nigel) continua lá.
Não gostei: A diferença principal deste filme para o anterior, está na Miranda que perdeu o vigor de outrora. As tentativas de
continuar afiada e fria foram feitas de forma cautelosa, graças à política do
cancelamento. E isso foi visível e desconfortável de se assistir.
A tentativa de arranjar um romance para Andy Sachs foi demasiado
forçada e desnecessária.
A pergunta que não quer calar: precisávamos desta sequela?
Não. A não ser quem tenha saudades de ver a Meryl Streep, Anne Hathaway e a
Emily Blunt juntas novamente.
Nota final: Lady Gaga faz uma participação especial a cantar
num desfile.
Pontuação: 5/10
Sinopse:
Philip, um jovem órfão criado pelo primo Ambrose na
Cornualha, fica obcecado com a viúva do primo: Rachel. Ambrose morreu na Itália, em circunstâncias estranhas, depois de mandar cartas a dizer que Rachel estava a
tentar matá-lo. Philip jura vingança, mas quando conhece Rachel, tudo muda.
O jovem Philip é órfão e foi adotado pelo seu
primo mais velho, Ambrose, que o cria como filho. Quando Ambrose adoece, decide
viajar para Florença na tentativa de recuperar a saúde. Lá, ele encanta-se
com a prima Rachel e casa com ela.
Em vez de sentir-se melhor, Ambrose piora e começa a enviar
cartas a dizer ao primo que está desconfiado da esposa e dos cuidados médicos
que está a ter. Preocupado, Philip viaja para a Itália mas é tarde demais
porque o primo já faleceu e a viúva fugiu sem deixar rastro. Philip está convencido
de que Rachel é a assassina e jura vingar-se.
Tudo muda de figura quando Rachel chega à propriedade e ele
fica perdidamente apaixonado pela beleza da mulher mais velha.
My Cousin Rachel é um thriller romântico gótico realizado
por Roger Michell, adaptado do romance de Daphne du Maurier.
Gostei: Rachel Weisz é brilhante no seu papel. A sua personagem é magnética,
elegante e misteriosa, que muda de tom conforme o olhar de quem a observa. Em
alguns momentos ela mostra afeto; noutros, transmite uma frieza calculista. Nunca
sabemos se ela é vítima, vilã ou só uma mulher a tentar sobreviver. Cada olhar,
cada pausa, cada frase ambígua deixa-te na dúvida.
Sam Claflin, como Philip, mostra a facilidade com que a obsessão,
desejo e paranoia formam uma mistura explosiva. Philip é insuportável de um
jeito certo: ingênuo, ciumento e obsessivo.
Não gostei: Se espera revelações fortes, reviravoltas ou um clímax
explosivo não é o filme certo para ver. O ritmo é deliberadamente lento e
introspetivo.
A decisão de preservar a ambiguidade do romance faz todo o
sentido, mas deixa uma sensação de vazio dramático. Não há catarse clara; há
dúvida e cada um interpreta o final como bem entender.
Sinopse: Sasha (Charlize Theron) e o namorado Tommy (Eric
Bana) são atingidos por uma avalanche durante uma escalada na Noruega. Ele
morre. A vida segue e meses depois, já na Austrália, ela continua a querer
arriscar a vida. O que começa como uma simples viagem, transforma-se numa caça
de gato e rato quando cruza o caminho com Ben (Taron Egerton).
Se gostas de ver a Charlize Theron em modo
"sobrevivente durona", o filme Apex, lançado na Netflix em abril de
2026, é o ideal mas a crítica especializada e o público ficaram bem divididos. E
eu também!
A cena inicial na Noruega (Troll Wall) é a parte mais
interessante do filme. Sasha e o namorado adoram desafios radicais e ficarem
pendurados durante a noite numa tenda, é o prato do dia. Vá, mais ela do que
ele porque já começa a ficar cansado de arriscar a vida a troco de nada. A desgraça acontece e num momento decisivo, Sasha corta a corta que segurava o amado.
Assim que a ação muda para a Austrália, o filme cai em clichês
de "caça humana" e aí percebemos a discrepância entre as atuações dos
atores principais. Enquanto a atuação do Taron Egerton ficou exagerada através
de tiques, risadinhas e explosões de fúria, a falta de emoções da Charlize Theron
fez com que a sua personagem não criasse empatia no público.
Fica um duelo estranho de se assistir: de um lado, um vilão que não cala a boca e quer ser o centro das atenções (Taron); do outro, uma heroína que parece estar fazendo a check-list de tarefas para ir embora daquela situação (Charlize). No fim, parece que eles estão em dois filmes diferentes que foram editados juntos.
Gostei: Visualmente, o filme é impecável.
Não gostei: Charlize
parece que esqueceu-se de mostrar emoções e quis só provar que com 50 anos,
ainda consegue fazer cenas fisicamente exigentes.
Pontuação: 6/10
Sinopse: O senhor Earnshaw
vai à cidade e lá, encontra um menino abandonado. Decide trazê-lo para casa,
fazendo as alegrias da sua filha Cathy. A jovem decide chamá-lo Heathcliff
em honra do irmão falecido. Logo os dois criam um laço especial e que vai
mudando com o passar dos anos.
Porém, Earnshaw
tem o vicio do jogo e acaba na ruina. Cathy tem de casar depressa e bem com o
vizinho do lado que é rico e poderá dar-lhe a vida que tanto merece. Mas e Heathcliff?
Será que o amor de adolescência resistirá a essa prova?
A versão de 2026 de "O Monte dos Vendavais" (Wuthering
Heights), realizada por Emerald Fennell, já entrou para as obras mais polémicas
do ano. Se estás à espera duma adaptação literal do clássico de Emily Brontë, esquece!
Fennell decidiu inspirar-se livremente (e livremente é a palavra de ordem), no
material original para poder criar algo puramente pop.
Como não li nenhuma crítica antes de ver o filme, fui
apanhada desprevenida. O silêncio da charneca é embalada ao som de Charli XCX e
isso deixou-me baralhada. De repente parece que estamos num videoclip todo
chique, ao invés de um filme.
Uma das coisas que mais chama a atenção ao longo do filme é
a diferença de idades (que não deveria existir se tivéssemos seguido o livro)
entre Margot (35 anos) e Jacob (28 anos). Supostamente não seria a escolha
principal mas a atriz e produtora fincou pé e não deixou que ninguém ocupasse o
seu lugar.
Pontuação: 6/10