terça-feira, 19 de maio de 2026

My Cousin Rachel (2017)

My cousin rachel com rachel weisz, sam claflin,


6.5/ 10
My Cousin Rachel (2017)
Vale a pena ver? Sim, se não te importares com o ritmo lento do filme. 
Titulo em Português: Minha prima Raquel (br).
Realizador: Roger Michell
Atores: Duração: 1h 46m
Ano: 2017
Género: Drama, Romance, Suspense
Classificação: M/12

Sinopse:

Philip, um jovem órfão criado pelo primo Ambrose na Cornualha, fica obcecado com a viúva do primo: Rachel. Ambrose morreu na Itália, em circunstâncias estranhas, depois de mandar cartas a dizer que Rachel estava a tentar matá-lo. Philip jura vingança, mas quando conhece Rachel, tudo muda.

O jovem Philip é órfão e foi adotado pelo seu primo mais velho, Ambrose, que o cria como filho. Quando Ambrose adoece, decide viajar para Florença na tentativa de recuperar a saúde. Lá, ele encanta-se com a prima Rachel e casa com ela.

Em vez de sentir-se melhor, Ambrose piora e começa a enviar cartas a dizer ao primo que está desconfiado da esposa e dos cuidados médicos que está a ter. Preocupado, Philip viaja para a Itália mas é tarde demais porque o primo já faleceu e a viúva fugiu sem deixar rastro. Philip está convencido de que Rachel é a assassina e jura vingar-se.

Tudo muda de figura quando Rachel chega à propriedade e ele fica perdidamente apaixonado pela beleza da mulher mais velha.

My Cousin Rachel é um thriller romântico gótico realizado por Roger Michell, adaptado do romance de Daphne du Maurier.

Gostei: Rachel Weisz é brilhante no seu papel. A sua personagem é magnética, elegante e misteriosa, que muda de tom conforme o olhar de quem a observa. Em alguns momentos ela mostra afeto; noutros, transmite uma frieza calculista. Nunca sabemos se ela é vítima, vilã ou só uma mulher a tentar sobreviver. Cada olhar, cada pausa, cada frase ambígua deixa-te na dúvida.

Sam Claflin, como Philip, mostra a facilidade com que a obsessão, desejo e paranoia formam uma mistura explosiva. Philip é insuportável de um jeito certo: ingênuo, ciumento e obsessivo.

Não gostei: Se espera revelações fortes, reviravoltas ou um clímax explosivo não é o filme certo para ver. O ritmo é deliberadamente lento e introspetivo.

A decisão de preservar a ambiguidade do romance faz todo o sentido, mas deixa uma sensação de vazio dramático. Não há catarse clara; há dúvida e cada um interpreta o final como bem entender.


Pontuação: 6.5/10

terça-feira, 12 de maio de 2026

Apex (2026)

apex com charlize theron e Taron Egerton


6.0/ 10
Apex (2026)
Vale a pena ver? Sim, se gostares dos atores principais. 
Titulo em Português: Predador Dominante.
Realizador: Baltasar Kormákur
Atores: Charlize Theron, Taron Egerton, Eric Bana
Duração: 1h 35m
Ano: 2026
Género: Ação/Thriller
Classificação: R

Sinopse: Sasha (Charlize Theron) e o namorado Tommy (Eric Bana) são atingidos por uma avalanche durante uma escalada na Noruega. Ele morre. A vida segue e meses depois, já na Austrália, ela continua a querer arriscar a vida. O que começa como uma simples viagem, transforma-se numa caça de gato e rato quando cruza o caminho com Ben (Taron Egerton).

Se gostas de ver a Charlize Theron em modo "sobrevivente durona", o filme Apex, lançado na Netflix em abril de 2026, é o ideal mas a crítica especializada e o público ficaram bem divididos. E eu também!

A cena inicial na Noruega (Troll Wall) é a parte mais interessante do filme. Sasha e o namorado adoram desafios radicais e ficarem pendurados durante a noite numa tenda, é o prato do dia. Vá, mais ela do que ele porque já começa a ficar cansado de arriscar a vida a troco de nada. A desgraça acontece e num momento decisivo, Sasha corta a corta que segurava o amado.  

Assim que a ação muda para a Austrália, o filme cai em clichês de "caça humana" e aí percebemos a discrepância entre as atuações dos atores principais. Enquanto a atuação do Taron Egerton ficou exagerada através de tiques, risadinhas e explosões de fúria, a falta de emoções da Charlize Theron fez com que a sua personagem não criasse empatia no público.

Fica um duelo estranho de se assistir: de um lado, um vilão que não cala a boca e quer ser o centro das atenções (Taron); do outro, uma heroína que parece estar fazendo a check-list de tarefas para ir embora daquela situação (Charlize). No fim, parece que eles estão em dois filmes diferentes que foram editados juntos.

Gostei: Visualmente, o filme é impecável. 

Não gostei: Charlize parece que esqueceu-se de mostrar emoções e quis só provar que com 50 anos, ainda consegue fazer cenas fisicamente exigentes.

Pontuação: 6/10

terça-feira, 5 de maio de 2026

Wuthering Heights (2026)

Margot Robbie,Jacob Elordi wuthering heights 2026



6.0/ 10
Wuthering Heights (2026)
Vale a pena ver? Sim, se esqueceres completamente o que leste no livro. 
Titulo em Português: O Monte dos Vendavais.
Realizador: Emerald Fennell
Atores: Duração: 2h 16m
Ano: 2026
Género: Drama
Classificação: M/14

 

Sinopse: O senhor Earnshaw vai à cidade e lá, encontra um menino abandonado. Decide trazê-lo para casa, fazendo as alegrias da sua filha Cathy. A jovem decide chamá-lo Heathcliff em honra do irmão falecido. Logo os dois criam um laço especial e que vai mudando com o passar dos anos.

Porém, Earnshaw tem o vicio do jogo e acaba na ruina. Cathy tem de casar depressa e bem com o vizinho do lado que é rico e poderá dar-lhe a vida que tanto merece. Mas e Heathcliff? Será que o amor de adolescência resistirá a essa prova?

A versão de 2026 de "O Monte dos Vendavais" (Wuthering Heights), realizada por Emerald Fennell, já entrou para as obras mais polémicas do ano. Se estás à espera duma adaptação literal do clássico de Emily Brontë, esquece! Fennell decidiu inspirar-se livremente (e livremente é a palavra de ordem), no material original para poder criar algo puramente pop.

Como não li nenhuma crítica antes de ver o filme, fui apanhada desprevenida. O silêncio da charneca é embalada ao som de Charli XCX e isso deixou-me baralhada. De repente parece que estamos num videoclip todo chique, ao invés de um filme.

Uma das coisas que mais chama a atenção ao longo do filme é a diferença de idades (que não deveria existir se tivéssemos seguido o livro) entre Margot (35 anos) e Jacob (28 anos). Supostamente não seria a escolha principal mas a atriz e produtora fincou pé e não deixou que ninguém ocupasse o seu lugar.

São varias coisas que ficam difíceis de engolir para quem leu o livro:
O filme ter ignorado a segunda geração (os filhos de Cathy e Heathcliff), focando-se apenas no núcleo central do romance original.

Fusão de Personagens: A personagem de Hindley (o irmão de Cathy) desapareceu (ela diz que o irmão morreu em criança) e sabe-se lá porquê, os seus vícios passaram para o patriarca da família.

Modernização do Diálogo: O filme tanto vai buscar frases clássicas de Brontë mas depois passa para diálogos modernos.


Gostei: Do guarda-roupa incrível e da casa dos Linton. Das crianças.

Não gostei: de tudo o resto.

Pontuação: 6/10

quinta-feira, 30 de abril de 2026

Bugonia (2025)

emma stone em bugonia

6.5/ 10
Bugonia (2025)
Vale a pena ver? Sim, se gostares de sátira sombria e desconforto psicológico. 
Titulo em Português: Bugonia
Realizador: Yorgos Lanthimos
Atores: Emma Stone, Jesse Plemons, Aidan Delbis
Duração: 1h 58m
Ano: 2025
Género: Thriller
Classificação: M/16

Sinopse: Dois homens raptam a CEO de uma grande empresa, porque estão convencidos que ela é um extraterrestre e vai destruir o planeta.

Sabiam que o filme é um remake do filme sul-coreano Save the Green Planet!?.
O filme conta a história de Teddy Gatz, um apicultor solitário que junto com o amigo Don, raptam Michelle, CEO de uma farmacêutica. Motivo: ele tem certeza que ela é uma alienígena responsável pela extinção das abelhas e de toda a humanidade.

À medida que o filme desenrola-se, percebemos que Teddy é uma pessoa com problemas mentais e traumas. Talvez por isso seja uma mente fácil de aderir a teorias da conspiração. Daí a acreditar que os "Andromedans", têm um plano para destruir o nosso planeta e isso não pode acontecer, vai um pulo.

Teddy e Don levam Michelle para o porão, raspam sua cabeça e cobrem o seu corpo com um creme anti-histamínico porque, eles como estão bem informados, sabem que essa é a forma de impedir que ela envie um sinal de socorro para os outros Andromedans.

Durante os quatro dias seguintes, eles vão fazer de tudo para que Michelle consiga negociar um encontro com o imperador Andromedan antes que o eclipse lunar chegue e tudo acabe.


Gostei: Da interpretação dos personagens no geral.

Não gostei: Do final.

Pontuação: 6.5/10

domingo, 26 de abril de 2026

The Bride! (2026)

poster a noiva com Jessie Buckley, Christian Bale


8.5/ 10
The Bride! (2026)
Vale a pena ver? Sim, se queres Frankenstein versão punk-gótica e atuação absurda da Jessie Buckley.
Direção: Maggie Gyllenhaal | Elenco: Dwayne Johnson, Emily Blunt, Ryan Bader | Duração: 2h05
Ano: 2026
Género: Drama/Terror
Classificação: M/16

Sinopse: A criatura criada pelo Dr. Frankenstein, sente-se só e quer uma companheira. Ao pedir ajuda à Dra Euphronious, desencadeia uma série de eventos que criam o verdadeiro caos na velha cidade de Chicago.


O filme começa de uma forma estranha. Temos a escritora da Noiva numa sequência de cenas em que tenta explicar o que vai acontecer e porquê. De uma forma absurda, a personagem da noiva e a escritora são uma só. Ou não. Ou se calhar a conexão é apenas mental. Enfim...

Estamos nos anos 30 em Chicago. As mulheres estão a sofrer abusos e ninguém ousa dizer nada porque o chefão da máfia controla tudo. Ida (que mais tarde passa somente a a ser a noiva), é uma das que tenta falar mas morre antes de concretizar o seu objetivo.

A criatura do Frankenstein chega à cidade porque ouviu falar numa doutora que poderá ajudá-lo a concretizar o seu sonho: ter uma companheira. Ao inicio hesita mas depois, a cientista não consegue resistir e os dois vão buscar o cadáver mais fresquinho que conseguem encontrar.

Com o ressuscitar da falecida, a jovem acorda mas perdeu a memoria. Quem sou eu? o que faço aqui? onde estou? e quem são vocês? - pergunta. Infelizmente ninguém consegue responder-lhe porque não fazem a menor ideia de quem ela é. Pelo menos tem isso em comum com o monstro criado pelo Frankenstein, certo?

A criatura e a recém-criada decidem fugir do laboratório e partem ruma à aventura. Pelo caminho vão criando uma quantidade de destruição digna de registo e passam a ter a policia atrás deles.


Gostei: Maggie Gyllenhaal pega no mito da Noiva de Frankenstein e transforma num conto punk sobre autonomia feminina em 1930s Chicago. É ambicioso, barulhento e lindo de ver.

Jessie Buckley como a Noiva, carrega o filme. É grotesca, vulnerável e magnética. Christian Bale como Frank está contido, não passa de uma personagem secundária.

Não gostei: O filme não decide se é sátira, tragédia ou musical - às vezes é tudo junto nos mesmos 10 minutos. A personagem do Jake Gyllenhaal era dispensável.

Pontuação: 8.5/10

foto: imdb