terça-feira, 2 de junho de 2026

Sisu (2022)

Poster do filme sisu com Jorma Tommila

8.0/ 10

Sisu (2022)
Vale a pena ver? Sim, se queres ver pouca palavra e muita ação. 
Titulo em Português: Sisu.
Realizador: Jalmari Helander
Atores: Duração: 1h 31m
Ano: 2022
Género: Ação/Guerra
Classificação: M/16

Sinopse: A história passa-se na Lapônia, em 1944. Aatami Korpi é um ex-soldado com uma fama incrível. Os tempos de guerra ficaram para trás e agora ele parte em busca de ouro. Quando finalmente sai-lhe a “sorte grande”, atravessa-se no seu caminho um esquadrão nazista que também quer por as mãos naquela fortuna.


O erro dos nazistas? Tentar roubar o ouro de um homem que sobreviveu ao impossível. A partir daí, o filme torna-se uma perseguição de gato e rato, onde o rato tem dentes de aço e uma resistência sobre-humana.

Se procuras um filme onde a "trama" é basicamente um homem movido a puro ódio (e ouro) e resolve os problemas da forma mais violenta possível, então vais ver o filme certo.

O filme é realizado pelo finlandês Jalmari Helander, mas se achas que isso vai ser um obstáculo, não te preocupes porque os diálogos são praticamente inexistentes.

O Significado de "Sisu"

O título não é apenas um nome; é um conceito cultural finlandês. Sisu não tem tradução direta, mas significa uma mistura de: Coragem extrema, Resiliência diante de hipóteses impossíveis e Tenacidade obstinada.


Gostei: Jorma Tommila: O ator mostra tudo apenas com o olhar e a presença imponente.

Não gostei: O herói acaba por torna-se "imortal" demais e nada do que lhe fazem surte efeito.


Pontuação: 8/10

terça-feira, 26 de maio de 2026

The Devil Wears Prada 2 (2026)

poster do filme o diabo veste prada 2


5.0/ 10
The Devil Wears Prada 2 (2026)
Vale a pena ver? Só se tiveres saudades das personagens principais.
Titulo em Português: O Diabo Veste Prada 2.
Realizador: David Frankel
Atores: Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt, Stanley Tucci
Duração: 1h 59m
Ano: 2026
Género: Drama
Classificação: M/12

Sinopse: Desta vez, a malvada Miranda Priestly (Meryl Streep) enfrenta o declínio financeiro da Runway. Os papeis inverteram-se e a sua antiga assistente, Emily Charlton (Emily Blunt), é agora uma poderosa executiva. Miranda vê-se obrigada a negociar com quem antes desprezava, enquanto Andy Sachs (Anne Hathaway) é chamada de volta para salvar a revista.

Vinte anos depois de Andy Sachs ter aprendido a distinguir entre o azul-cerúleo e o azul-turquesa, o mundo mudou drasticamente. Na era do TikTok, dos algoritmos e do apocalipse da imprensa escrita, o que acontece quando o topo do mundo da moda já não é controlado por editoras implacáveis, mas sim por bilionários da tecnologia e influenciadores?

Gostei: O grande trunfo do filme é, sem dúvida, o regresso do elenco original. A química entre Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt e Stanley Tucci (o eterno e adorável Nigel) continua lá.

Não gostei: A diferença principal deste filme para o anterior, está na Miranda que perdeu o vigor de outrora. As tentativas de continuar afiada e fria foram feitas de forma cautelosa, graças à política do cancelamento. E isso foi visível e desconfortável de se assistir.

A tentativa de arranjar um romance para Andy Sachs foi demasiado forçada e desnecessária.

A pergunta que não quer calar: precisávamos desta sequela? Não. A não ser quem tenha saudades de ver a Meryl Streep, Anne Hathaway e a Emily Blunt juntas novamente.

Nota final: Lady Gaga faz uma participação especial a cantar num desfile.

Pontuação: 5/10

terça-feira, 19 de maio de 2026

My Cousin Rachel (2017)

My cousin rachel com rachel weisz, sam claflin,


6.5/ 10
My Cousin Rachel (2017)
Vale a pena ver? Sim, se não te importares com o ritmo lento do filme. 
Titulo em Português: Minha prima Raquel (br).
Realizador: Roger Michell
Atores: Duração: 1h 46m
Ano: 2017
Género: Drama, Romance, Suspense
Classificação: M/12

Sinopse:

Philip, um jovem órfão criado pelo primo Ambrose na Cornualha, fica obcecado com a viúva do primo: Rachel. Ambrose morreu na Itália, em circunstâncias estranhas, depois de mandar cartas a dizer que Rachel estava a tentar matá-lo. Philip jura vingança, mas quando conhece Rachel, tudo muda.

O jovem Philip é órfão e foi adotado pelo seu primo mais velho, Ambrose, que o cria como filho. Quando Ambrose adoece, decide viajar para Florença na tentativa de recuperar a saúde. Lá, ele encanta-se com a prima Rachel e casa com ela.

Em vez de sentir-se melhor, Ambrose piora e começa a enviar cartas a dizer ao primo que está desconfiado da esposa e dos cuidados médicos que está a ter. Preocupado, Philip viaja para a Itália mas é tarde demais porque o primo já faleceu e a viúva fugiu sem deixar rastro. Philip está convencido de que Rachel é a assassina e jura vingar-se.

Tudo muda de figura quando Rachel chega à propriedade e ele fica perdidamente apaixonado pela beleza da mulher mais velha.

My Cousin Rachel é um thriller romântico gótico realizado por Roger Michell, adaptado do romance de Daphne du Maurier.

Gostei: Rachel Weisz é brilhante no seu papel. A sua personagem é magnética, elegante e misteriosa, que muda de tom conforme o olhar de quem a observa. Em alguns momentos ela mostra afeto; noutros, transmite uma frieza calculista. Nunca sabemos se ela é vítima, vilã ou só uma mulher a tentar sobreviver. Cada olhar, cada pausa, cada frase ambígua deixa-te na dúvida.

Sam Claflin, como Philip, mostra a facilidade com que a obsessão, desejo e paranoia formam uma mistura explosiva. Philip é insuportável de um jeito certo: ingênuo, ciumento e obsessivo.

Não gostei: Se espera revelações fortes, reviravoltas ou um clímax explosivo não é o filme certo para ver. O ritmo é deliberadamente lento e introspetivo.

A decisão de preservar a ambiguidade do romance faz todo o sentido, mas deixa uma sensação de vazio dramático. Não há catarse clara; há dúvida e cada um interpreta o final como bem entender.


Pontuação: 6.5/10

terça-feira, 12 de maio de 2026

Apex (2026)

apex com charlize theron e Taron Egerton


6.0/ 10
Apex (2026)
Vale a pena ver? Sim, se gostares dos atores principais. 
Titulo em Português: Predador Dominante.
Realizador: Baltasar Kormákur
Atores: Charlize Theron, Taron Egerton, Eric Bana
Duração: 1h 35m
Ano: 2026
Género: Ação/Thriller
Classificação: R

Sinopse: Sasha (Charlize Theron) e o namorado Tommy (Eric Bana) são atingidos por uma avalanche durante uma escalada na Noruega. Ele morre. A vida segue e meses depois, já na Austrália, ela continua a querer arriscar a vida. O que começa como uma simples viagem, transforma-se numa caça de gato e rato quando cruza o caminho com Ben (Taron Egerton).

Se gostas de ver a Charlize Theron em modo "sobrevivente durona", o filme Apex, lançado na Netflix em abril de 2026, é o ideal mas a crítica especializada e o público ficaram bem divididos. E eu também!

A cena inicial na Noruega (Troll Wall) é a parte mais interessante do filme. Sasha e o namorado adoram desafios radicais e ficarem pendurados durante a noite numa tenda, é o prato do dia. Vá, mais ela do que ele porque já começa a ficar cansado de arriscar a vida a troco de nada. A desgraça acontece e num momento decisivo, Sasha corta a corta que segurava o amado.  

Assim que a ação muda para a Austrália, o filme cai em clichês de "caça humana" e aí percebemos a discrepância entre as atuações dos atores principais. Enquanto a atuação do Taron Egerton ficou exagerada através de tiques, risadinhas e explosões de fúria, a falta de emoções da Charlize Theron fez com que a sua personagem não criasse empatia no público.

Fica um duelo estranho de se assistir: de um lado, um vilão que não cala a boca e quer ser o centro das atenções (Taron); do outro, uma heroína que parece estar fazendo a check-list de tarefas para ir embora daquela situação (Charlize). No fim, parece que eles estão em dois filmes diferentes que foram editados juntos.

Gostei: Visualmente, o filme é impecável. 

Não gostei: Charlize parece que esqueceu-se de mostrar emoções e quis só provar que com 50 anos, ainda consegue fazer cenas fisicamente exigentes.

Pontuação: 6/10

terça-feira, 5 de maio de 2026

Wuthering Heights (2026)

Margot Robbie,Jacob Elordi wuthering heights 2026



6.0/ 10
Wuthering Heights (2026)
Vale a pena ver? Sim, se esqueceres completamente o que leste no livro. 
Titulo em Português: O Monte dos Vendavais.
Realizador: Emerald Fennell
Atores: Duração: 2h 16m
Ano: 2026
Género: Drama
Classificação: M/14

 

Sinopse: O senhor Earnshaw vai à cidade e lá, encontra um menino abandonado. Decide trazê-lo para casa, fazendo as alegrias da sua filha Cathy. A jovem decide chamá-lo Heathcliff em honra do irmão falecido. Logo os dois criam um laço especial e que vai mudando com o passar dos anos.

Porém, Earnshaw tem o vicio do jogo e acaba na ruina. Cathy tem de casar depressa e bem com o vizinho do lado que é rico e poderá dar-lhe a vida que tanto merece. Mas e Heathcliff? Será que o amor de adolescência resistirá a essa prova?

A versão de 2026 de "O Monte dos Vendavais" (Wuthering Heights), realizada por Emerald Fennell, já entrou para as obras mais polémicas do ano. Se estás à espera duma adaptação literal do clássico de Emily Brontë, esquece! Fennell decidiu inspirar-se livremente (e livremente é a palavra de ordem), no material original para poder criar algo puramente pop.

Como não li nenhuma crítica antes de ver o filme, fui apanhada desprevenida. O silêncio da charneca é embalada ao som de Charli XCX e isso deixou-me baralhada. De repente parece que estamos num videoclip todo chique, ao invés de um filme.

Uma das coisas que mais chama a atenção ao longo do filme é a diferença de idades (que não deveria existir se tivéssemos seguido o livro) entre Margot (35 anos) e Jacob (28 anos). Supostamente não seria a escolha principal mas a atriz e produtora fincou pé e não deixou que ninguém ocupasse o seu lugar.

São varias coisas que ficam difíceis de engolir para quem leu o livro:
O filme ter ignorado a segunda geração (os filhos de Cathy e Heathcliff), focando-se apenas no núcleo central do romance original.

Fusão de Personagens: A personagem de Hindley (o irmão de Cathy) desapareceu (ela diz que o irmão morreu em criança) e sabe-se lá porquê, os seus vícios passaram para o patriarca da família.

Modernização do Diálogo: O filme tanto vai buscar frases clássicas de Brontë mas depois passa para diálogos modernos.


Gostei: Do guarda-roupa incrível e da casa dos Linton. Das crianças.

Não gostei: de tudo o resto.

Pontuação: 6/10