Realizador: Len Wiseman
Atores: Duração: 2h 04m
Ano: 2025
Género: Ação
Classificação: M/16
O filme retrata os últimos 7 dias de vida de Maria Callas em
Paris, no ano de 1977, enquanto ela revive memórias, traumas e amores.
Realizado por Pablo Larraín, Maria fecha a
"trilogia das mulheres icônicas" que o realizador quis homenagear
depois de Jackie e Spencer.
Gostei: Angelina Jolie entrega-se totalmente à personagem,
mostrando vulnerabilidade e concentração em cena. A voz da atriz foi misturada
com gravações originais de Maria Callas para garantir a maior autenticidade possível.
O figurino, design de produção, maquiagem e banda sonora
também são bons.
Não gostei: Concordo com a crítica quando diz que a
personagem era desprovida de profundidade emocional. Não houve um momento em
que sentisse conexão ou empatia com a personagem e tal como a verdadeira Callas
(segundo dizem), tudo o que temos é uma mulher “distante e inalcançável”.
Não esperem nenhum ritmo acelerado em momento algum. O filme
é lento e com pouca emoção.
Em vez de mostrar Callas no auge, debatendo-se nos palcos e vivendo o caso com Onassis (que mal é mencionado no filme), o filme fica preso nos últimos 7 dias: ela sozinha no apartamento e conversando com personagens imaginárias.
Pontuação: 5/10
Sinopse: A história acompanha Katherine, uma jovem que é vendida num casamento sem amor para um homem muito mais velho. Presa a uma rotina sufocante e a uma família que a trata como um objeto de decoração, ela vive sob regras rígidas e desprezo constantes.
Quando o marido e o sogro precisam se ausentar por um tempo,
Katherine finalmente sente o gosto da liberdade. É nesse período que ela inicia
um caso tórrido e obsessivo com Sebastian, um trabalhador da fazenda.
O que começa como uma rebelião contra a opressão, logo transforma-se
num caso sombrio: Para proteger o seu novo estilo de vida e o amante, Katherine
torna-se capaz de atos de extrema violência.
Katherine começa como vítima de um sistema patriarcal, mas depois
tudo muda. O filme não julga - mostra a erosão moral acontecendo. Por isso o
filme começa logo com a cena do casamento. Não vemos como o contrato foi feito,
se ela aceitou de bom grado ou não, ou se esse matrimonio era uma fuga de uma
vida infeliz. É o velho “what you see is what you get” ou em português leigo:
come e cala-te. E isso é feito de propósito. Ao contrário do que acontece quando
vemos um caso de assassinato na tv e a imprensa não perde tempo em procurar uma
motivação para aquele crime, no filme, os atos de Katherine acontecem por
necessidade face às circunstâncias. Não que isso sirva de justificação mas
serve de explicação.
Gostei: Florence Pugh tem uma performance magnética,
transitando da vulnerabilidade à vilania pura. É o filme que lançou Pugh e já
mostrava o controlo que ela tem: mínima na superfície, mas carregada de
intenção.
Não gostei: A falta de um orçamento generoso é notória e
vemos repetidamente o mesmo vestido azul. Ficamos a pensar: casou com um homem
rico mas anda sempre com a mesma roupa?
Pontuação: 7/10
Sinopse: A história passa-se em Mississippi no ano de 1932,
em plena era da Grande Depressão e da segregação racial. Os irmãos gémeos
Elijah e Elias Stack (ambos interpretados por Michael B. Jordan) regressam à
sua terra natal onde abrem uma juke joint — um bar que serve de espaço de dança
e convívio para a comunidade afro-americana local.
O filme começa como um drama sobre o racismo e a lealdade
familiar e até aí tudo bem, mas depois transforma-se num terror gótico e de
ação sobrenatural. Aos poucos, a pequena cidade enche-se de vampiros liderados
por Remmick (Jack O'Connell). E tal como acontece com os vampiros, estes só
saem à noite e morrem com uma estaca no coração.
Michael B. Jordan carrega o filme às costas com uma
intensidade admirável. Ao interpretar gémeos com personalidades tão diferentes
fez-me por vezes esquecer que eram o mesmo ator (ou então é porque eu sou muito
distraída mesmo!).
Não posso deixar de destacar que o filme tem uma fotografia incrível.
E claro que a banda sonora foi espetacular com a mistura do gospel tradicional,
os blues e sons industriais mais brutos.
Não é por acaso que o filme foi um dos grandes vencedores da
cerimónia dos Óscares de 2026 ao conquistar 4 estatuetas douradas: Melhor Ator
(Michael B. Jordan), Melhor Argumento Original, Melhor Fotografia e Melhor
Banda Sonora Original.
Gostei: do ator principal, da música e do Sammy (Miles Caton).
Não gostei: da virada para o vampirismo. O realizador
pretendeu colocar os vampiros enquanto metáfora para todo o sofrimento que os
brancos causavam na comunidade afro-americana.
Devo confessar que achei um exagero tanto foco criado neste
filme. É bom? Sim, mas não acho uma obra de arte e nem que fique para a história,
como um dos filmes mais inesquecíveis de sempre.
Pontuação: 7/10
Sinopse: No final da Segunda Guerra Mundial, cinco soldados
americanos exaustos e traumatizados recebem a missão de proteger um casarão
histórico na França (um antigo quartel-general nazista). O que eles não sabem é
que a casa tem outros habitantes.
Primeira metade sólida: Começa como um filme de casa
assombrada bem feitinho, com suspense e tensão competentes. A cena de batalha
dentro da mansão é um destaque. Além dos soldados terem de lutar contra o
inimigo, os fantasmas juntam-se ao barulho e dá-se uma sequência de ação
completamente surreal.
Não gostei: O final é original mas isso é suficiente? Não!
Se fosse um filme básico de terror e guerra, era clichê mas aceitável. A
reviravolta estragou tudo. Os 20 minutos finais só mostram que o realizador queria
ser genial mas acabou por falhar redondamente. Ficamos com a sensação de que o
filme acabou e do nada somos levados para outro que não tem nada a ver com o
que estávamos a ver antes.
Sinopse: Mother Mary (Anne Hathaway) é uma das maiores e
mais polémicas estrelas da música pop mundial. Depois de um "acidente"
no palco, ela tenta regressar em grande mas eis que surge um problema: faltam
apenas três dias para o espetáculo e ela não tem o vestido ideal. Desesperada,
ela vai procurar Sam Anselm (Michaela Coel) que conhece-a melhor que ninguém mas
o passado entre as duas revela muitas mágoas.
Sam é uma criadora de moda que trabalha num enorme celeiro
isolado. No passado, Sam e Mary foram as melhores amigas e a sintonia entre as
duas era inigualável. Tanto que foi Sam quem criou a personagem de "Mother
Mary".
No entanto, quando Mary fez sucesso por todo o globo, ela “esqueceu-se”
de dar os devidos créditos das criações, dizendo à imprensa que "Mother
Mary" era uma criação puramente sua e descartou Sam de todo o processo.
Sabendo que ninguém a conhece melhor do que Sam, ela recorre
à antiga amiga para ajudá-la a fazer o vestido de retorno sob um prazo de três
dias. Sam concorda mas para desenhar a peça, a estilista exige ver Mary dançar
a nova música mas sem som. Mary obedece e os seus movimentos começam a tornarem-se
violentos e quase desumanos, como se estivesse possuída.
Se o começo do filme é lento e monótono, a partir da metade
do filme a história muda para um cenário de terror e possessão. Descobrimos que
o que está destruindo Mary não é apenas a pressão que a fama exerce, mas sim a
presença literal de um Fantasma Vermelho (em forma de tecido esvoaçante).
Para salvar a vida de Mary e conseguir terminar o vestido,
as duas decidem realizar um exorcismo improvisado no celeiro.
Gostei: Da música.
Não gostei: Nos primeiros 30 minutos pensei: a sério que
isto vai ser assim até ao fim? Depois temos um filme sobre possessão…
Pontuação: 5/10
Sinopse: Aatami Korpi (Jorma Tommila) retorna ao seu antigo
lar, destruído pela guerra, apenas para encontrar um novo exército no seu
caminho. Enquanto o primeiro filme era sobre proteger algo (o ouro), este é
sobre retomar o que foi perdido.
Se o primeiro filme foi uma "carta de amor" à
resiliência finlandesa e à destruição de nazistas, a sequência eleva o tom para algo demasiado surreal, mas ainda assim, agradável de se ver. O realizador Jalmari Helander aposta novamente num
estilo “survival action”, cheio de explosões, perseguições e violência, agora
com um tom mais emocional.
Korpi regressa à casa de madeira onde a sua família foi
brutalmente assassinada durante a guerra. Depois de desmontá-la e carregá-la
num camião, parte em busca de um novo lugar onde as recordações sejam mais
agradáveis. Pelo caminho, depara-se com Draganov (Stephen Lang) que reconhece-o
e fará de tudo para acabar com a vida do homem que se recusa a morrer.
Imagina o herói a usar pranchas de madeira como rampa para
um avião ou sobrevivendo a situações que desafiam qualquer lei da física?
Temos!
Korpi continua sem dizer uma palavra? Temos!
Um Stephen Lang que inicia uma perseguição a um homem só
porque quer acabar com o mito? Temos!
Aliás, Stephen Lang foi uma adição de peso para o elenco. Ele
traz uma ameaça mais imponente e física do que os vilões do primeiro filme,
servindo como o contraponto perfeito para a brutalidade silenciosa de Korpi.
Gostei: É mais exagerado que o anterior? Sim mas não deixa
de ser um bom entretenimento. A velha fórmula do "homem imortal vs. Exército"
ainda faz efeito.
Não gostei: Algumas cenas são completamente absurdas.
Pontuação: 7/10
Sinopse: Desta vez, a malvada Miranda Priestly (Meryl Streep) enfrenta o declínio financeiro da Runway. Os papeis inverteram-se e a sua antiga assistente, Emily Charlton (Emily Blunt), é agora uma poderosa executiva. Miranda vê-se obrigada a negociar com quem antes desprezava, enquanto Andy Sachs (Anne Hathaway) é chamada de volta para salvar a revista.
Vinte anos depois de Andy Sachs ter aprendido a distinguir
entre o azul-cerúleo e o azul-turquesa, o mundo mudou drasticamente. Na era do
TikTok, dos algoritmos e do apocalipse da imprensa escrita, o que acontece
quando o topo do mundo da moda já não é controlado por editoras implacáveis,
mas sim por bilionários da tecnologia e influenciadores?
Gostei: O grande trunfo do filme é, sem dúvida, o regresso
do elenco original. A química entre Meryl Streep, Anne Hathaway, Emily Blunt e
Stanley Tucci (o eterno e adorável Nigel) continua lá.
Não gostei: A diferença principal deste filme para o anterior, está na Miranda que perdeu o vigor de outrora. As tentativas de
continuar afiada e fria foram feitas de forma cautelosa, graças à política do
cancelamento. E isso foi visível e desconfortável de se assistir.
A tentativa de arranjar um romance para Andy Sachs foi demasiado
forçada e desnecessária.
A pergunta que não quer calar: precisávamos desta sequela?
Não. A não ser quem tenha saudades de ver a Meryl Streep, Anne Hathaway e a
Emily Blunt juntas novamente.
Nota final: Lady Gaga faz uma participação especial a cantar
num desfile.
Pontuação: 5/10
Sinopse:
Philip, um jovem órfão criado pelo primo Ambrose na
Cornualha, fica obcecado com a viúva do primo: Rachel. Ambrose morreu na Itália, em circunstâncias estranhas, depois de mandar cartas a dizer que Rachel estava a
tentar matá-lo. Philip jura vingança, mas quando conhece Rachel, tudo muda.
O jovem Philip é órfão e foi adotado pelo seu
primo mais velho, Ambrose, que o cria como filho. Quando Ambrose adoece, decide
viajar para Florença na tentativa de recuperar a saúde. Lá, ele encanta-se
com a prima Rachel e casa com ela.
Em vez de sentir-se melhor, Ambrose piora e começa a enviar
cartas a dizer ao primo que está desconfiado da esposa e dos cuidados médicos
que está a ter. Preocupado, Philip viaja para a Itália mas é tarde demais
porque o primo já faleceu e a viúva fugiu sem deixar rastro. Philip está convencido
de que Rachel é a assassina e jura vingar-se.
Tudo muda de figura quando Rachel chega à propriedade e ele
fica perdidamente apaixonado pela beleza da mulher mais velha.
My Cousin Rachel é um thriller romântico gótico realizado
por Roger Michell, adaptado do romance de Daphne du Maurier.
Gostei: Rachel Weisz é brilhante no seu papel. A sua personagem é magnética,
elegante e misteriosa, que muda de tom conforme o olhar de quem a observa. Em
alguns momentos ela mostra afeto; noutros, transmite uma frieza calculista. Nunca
sabemos se ela é vítima, vilã ou só uma mulher a tentar sobreviver. Cada olhar,
cada pausa, cada frase ambígua deixa-te na dúvida.
Sam Claflin, como Philip, mostra a facilidade com que a obsessão,
desejo e paranoia formam uma mistura explosiva. Philip é insuportável de um
jeito certo: ingênuo, ciumento e obsessivo.
Não gostei: Se espera revelações fortes, reviravoltas ou um clímax
explosivo não é o filme certo para ver. O ritmo é deliberadamente lento e
introspetivo.
A decisão de preservar a ambiguidade do romance faz todo o
sentido, mas deixa uma sensação de vazio dramático. Não há catarse clara; há
dúvida e cada um interpreta o final como bem entender.
Sinopse: Sasha (Charlize Theron) e o namorado Tommy (Eric
Bana) são atingidos por uma avalanche durante uma escalada na Noruega. Ele
morre. A vida segue e meses depois, já na Austrália, ela continua a querer
arriscar a vida. O que começa como uma simples viagem, transforma-se numa caça
de gato e rato quando cruza o caminho com Ben (Taron Egerton).
Se gostas de ver a Charlize Theron em modo
"sobrevivente durona", o filme Apex, lançado na Netflix em abril de
2026, é o ideal mas a crítica especializada e o público ficaram bem divididos. E
eu também!
A cena inicial na Noruega (Troll Wall) é a parte mais
interessante do filme. Sasha e o namorado adoram desafios radicais e ficarem
pendurados durante a noite numa tenda, é o prato do dia. Vá, mais ela do que
ele porque já começa a ficar cansado de arriscar a vida a troco de nada. A desgraça acontece e num momento decisivo, Sasha corta a corta que segurava o amado.
Assim que a ação muda para a Austrália, o filme cai em clichês
de "caça humana" e aí percebemos a discrepância entre as atuações dos
atores principais. Enquanto a atuação do Taron Egerton ficou exagerada através
de tiques, risadinhas e explosões de fúria, a falta de emoções da Charlize Theron
fez com que a sua personagem não criasse empatia no público.
Fica um duelo estranho de se assistir: de um lado, um vilão que não cala a boca e quer ser o centro das atenções (Taron); do outro, uma heroína que parece estar fazendo a check-list de tarefas para ir embora daquela situação (Charlize). No fim, parece que eles estão em dois filmes diferentes que foram editados juntos.
Gostei: Visualmente, o filme é impecável.
Não gostei: Charlize
parece que esqueceu-se de mostrar emoções e quis só provar que com 50 anos,
ainda consegue fazer cenas fisicamente exigentes.
Pontuação: 6/10
Sinopse: O senhor Earnshaw
vai à cidade e lá, encontra um menino abandonado. Decide trazê-lo para casa,
fazendo as alegrias da sua filha Cathy. A jovem decide chamá-lo Heathcliff
em honra do irmão falecido. Logo os dois criam um laço especial e que vai
mudando com o passar dos anos.
Porém, Earnshaw
tem o vicio do jogo e acaba na ruina. Cathy tem de casar depressa e bem com o
vizinho do lado que é rico e poderá dar-lhe a vida que tanto merece. Mas e Heathcliff?
Será que o amor de adolescência resistirá a essa prova?
A versão de 2026 de "O Monte dos Vendavais" (Wuthering
Heights), realizada por Emerald Fennell, já entrou para as obras mais polémicas
do ano. Se estás à espera duma adaptação literal do clássico de Emily Brontë, esquece!
Fennell decidiu inspirar-se livremente (e livremente é a palavra de ordem), no
material original para poder criar algo puramente pop.
Como não li nenhuma crítica antes de ver o filme, fui
apanhada desprevenida. O silêncio da charneca é embalada ao som de Charli XCX e
isso deixou-me baralhada. De repente parece que estamos num videoclip todo
chique, ao invés de um filme.
Uma das coisas que mais chama a atenção ao longo do filme é
a diferença de idades (que não deveria existir se tivéssemos seguido o livro)
entre Margot (35 anos) e Jacob (28 anos). Supostamente não seria a escolha
principal mas a atriz e produtora fincou pé e não deixou que ninguém ocupasse o
seu lugar.
Pontuação: 6/10
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