terça-feira, 6 de outubro de 2026

Séries da minha vida: Lucifer

 


A série "Lucifer" (2016–2021) foi uma das produções mais peculiares da ficção televisiva recente: começou como um drama policial na FOX mas foi salva pelos fãs e transformou-se num fenómeno de audiência global na Netflix.

Confesso que não conhecia o Tom Ellis mas rapidamente fiquei presa à personagem. O seu Lucifer Morningstar é simultaneamente egocêntrico, divertido e vulnerável. A sua relação com Deus é muito conflituosa e não deixa de ser aquele “safado” que tem muito charme e ainda por cima, sabe cantar.

A história é simples: farto de comandar o inferno e torturar as pessoas por toda a eternidade, Lucifer decide tirar umas férias. Vem para a Terra, mais precisamente para Los Angeles, onde abre uma discoteca. Com ele vem o irmão Amenadiel e a sua fiel escudeira Mazikeen. Quando conhece a detetive Chloe, apaixona-se por ela mas os velhos hábitos de bad boy, tornam a relação difícil.

Durante as primeiras temporadas, a série apoia-se fortemente no formato "caso da semana". Havia sempre um caso para resolver e Lucifer ajudava a detetive Chloe a solucioná-los.

A mudança para a Netflix na 4ª temporada trouxe um ritmo mais dinâmico, episódios visualmente mais cuidados e a liberdade de explorar temas ligeiramente mais maduros sem as restrições da televisão aberta. A 4ª e a 5ª temporada representam o auge narrativo da série, introduzindo personagens marcantes como Eva (Inbar Lavi) e Deus (interpretado brilhantemente por Dennis Haysbert).

O final de "Lucifer" e a sua 6ª temporada encerram a jornada do Diabo em Los Angeles com uma viragem profundamente temática, focando-se na aceitação do destino. O maior crescimento de Lucifer não está em tornar-se uma divindade omnipotente, mas em compreender a sua verdadeira vocação. Ele percebe que o Inferno não precisa de um carcereiro para punir os pecadores, mas sim de um terapeuta para os ajudar a superar as suas culpas e ascender ao Céu.

Pontuação: 10/10

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