terça-feira, 5 de maio de 2026

Wuthering Heights (2026)

Margot Robbie,Jacob Elordi wuthering heights 2026



6.0/ 10
Wuthering Heights (2026)
Vale a pena ver? Sim, se esqueceres completamente o que leste no livro. 
Titulo em Português: O Monte dos Vendavais.
Realizador: Emerald Fennell
Atores: Duração: 2h 16m
Ano: 2026
Género: Drama
Classificação: M/14

 

Sinopse: O senhor Earnshaw vai à cidade e lá, encontra um menino abandonado. Decide trazê-lo para casa, fazendo as alegrias da sua filha Cathy. A jovem decide chamá-lo Heathcliff em honra do irmão falecido. Logo os dois criam um laço especial e que vai mudando com o passar dos anos.

Porém, Earnshaw tem o vicio do jogo e acaba na ruina. Cathy tem de casar depressa e bem com o vizinho do lado que é rico e poderá dar-lhe a vida que tanto merece. Mas e Heathcliff? Será que o amor de adolescência resistirá a essa prova?

A versão de 2026 de "O Monte dos Vendavais" (Wuthering Heights), realizada por Emerald Fennell, já entrou para as obras mais polémicas do ano. Se estás à espera duma adaptação literal do clássico de Emily Brontë, esquece! Fennell decidiu inspirar-se livremente (e livremente é a palavra de ordem), no material original para poder criar algo puramente pop.

Como não li nenhuma crítica antes de ver o filme, fui apanhada desprevenida. O silêncio da charneca é embalada ao som de Charli XCX e isso deixou-me baralhada. De repente parece que estamos num videoclip todo chique, ao invés de um filme.

Uma das coisas que mais chama a atenção ao longo do filme é a diferença de idades (que não deveria existir se tivéssemos seguido o livro) entre Margot (35 anos) e Jacob (28 anos). Supostamente não seria a escolha principal mas a atriz e produtora fincou pé e não deixou que ninguém ocupasse o seu lugar.

São varias coisas que ficam difíceis de engolir para quem leu o livro:
O filme ter ignorado a segunda geração (os filhos de Cathy e Heathcliff), focando-se apenas no núcleo central do romance original.

Fusão de Personagens: A personagem de Hindley (o irmão de Cathy) desapareceu (ela diz que o irmão morreu em criança) e sabe-se lá porquê, os seus vícios passaram para o patriarca da família.

Modernização do Diálogo: O filme tanto vai buscar frases clássicas de Brontë mas depois passa para diálogos modernos.


Gostei: Do guarda-roupa incrível e da casa dos Linton. Das crianças.

Não gostei: de tudo o resto.

Pontuação: 6/10

4 comentários:

Portuguesinha disse...

Já vi o filme.
Acho que não é memorável. Ninguém vai lembrar ou querer ver de novo. O que achei MEMORÁVEL foi a atriz que fez o papel da jovem que casa com o Heathclift. Logo na primeira cena - a do tea time no jardim - ela tem uma energia fantástica! As personagens secundárias achei-as todas mais interessantes e bem construídas. As principais não têm alquimia física. Não passa tensão sexual. A audiência não se envolve naquela história, não sente empatia, não sente nada por aquelas personagens sádicas, crueis e egoístas. Eu fiquei a torcer para que a dama de companhia dela lhe desse uma lição, pois a gaja estava sempre a humilhá-la com as suas origens e com o fato de não existir homem que a amasse. Isso é cruel.

Depois tem toda a envolvência sexual que para mim está mal construída e exagerada. É preciso ver ela a masturbar-se? É preciso aquela cena dela a espreitar os criados a ter sexo e ele chegar, agarra-la e parecer que ver aquilo é como se os dois fossem os protagonistas?

Nunca li o livro mas imagino que se estas cenas estão lá, foram muito bem escritas e realmente envolventes. No filme parecem estúpidas. Achei que os dois - ainda que lindos - no ecra não tem qualquer química. Pelo contrário.

Ana disse...

O problema é que a Margot era a produtora do filme e teimou que queria ser a protagonista. Deu no que deu. Também não li o livro mas pelo que li nas criticas, foi completamente distorcido da obra. Dai a ser chamado de "levemente inspirado". Posso comparar ao Corvo mais recente cuja semelhança ao de 1994 só tem o titulo e o nome das personagens principais, o resto? nada a ver!

Portuguesinha disse...

Não é a primeira vez que a Margot trabalha como produtora e atriz principal. Ela fez isso mesmo em "Barbie" e resultou muito bem. Vi no youtube uma entrevista com ela e o ator que fez o Hopenheimer (mal escrito) e ADOREI-A. Achei-a uma mulher EMPODERADA. Que adora o que faz e quer envolver-se em todas as etapas criativas, "desafiando" Hollywood no sentido de ser ainda um meio muito masculino. Para fazer a Barbie acho que foram uns 10 anos de pesquisa, à procura do guião perfeito, das pessoas certas, a bater portas, a usar a sua persuasão. Mas nesta adaptação não sei quanto tempo levou. Como nem sabia que estava a ser feita... Não gosto da realização - demorada, com cenas e planos desnecessários. Acho que não foi um bom casamento.

Mas principalmente os dois atores têm ZERO química. Suas personagens são odiosas. Não despertam amor do público.

Ana disse...

Concordo plenamente, zero química entre eles!